Grão-Mestre de Honra

José Bezerra Neto

Biografia

Jornalista, comendador, escritor, artista plástico digital. Alagoano, de Palmeira dos Índios. * 42 anos de jornalismo: * Aposentado em 2000, dedica-se atualmente a escrever livros e pintar por meio do computador. Autor dos livros: O Homem no Deserto (2001); ESFINGE – A saga do leão coroado (2001); ZUMBI – o deus negro dos Palmares (2002) e Relevos de Piranhas (NO PRELO), com lançamento previsto ainda para este ano. Recentemente lançou a revista Cangaço em três fascículos. Tem um acervo de mais de 80 telas sobre diversos temas, o cangaço é um deles. Iniciado na Sublime Ordem na década de 60, foi Soberano Grão-Mestre deste Oriente até o ano de 2012. Faleceu em abril de 2017, aos 78 anos.

Palavra do Grão-Mestre Adjunto

Para alguns a Maçonaria teve sua fase áurea e morreu; findou-se. Outros, pensam que a nossa instituição vive do passado, sem acrescentar nenhuma contribuição ao País e à sociedade; que seus integrantes, distribuídos em grupos desunidos entre si, nada têm de parecido com os maçons de outrora, que foram homens dedicados à causa nacional; que apenas se preocupam com questões amenas, fazendo “de conta” que são maçons. Verdade? Mentira? O que deve-se fazer para tirar a Ordem Maçônica desse marasmo e fazê-la retornar ao lugar de destaque que lhe compete, sendo forte e atuante? Cabe a todos nós maçons, uma tomada de posição firme e enérgica no emprego da arte de construir um Brasil novo onde seus filhos possam viver em tranquilidade e paz duradoura, posição essa que seja capaz, igualmente, de levantar novamente a bandeira da Maçonaria em solo brasileiro, para que todos vejam seu glorioso lema - Liberdade, Igualdade e Fraternidade - e tomem conhecimento de sua existência. Mas não basta apenas ela continuar existindo; tem que ser dinâmica e fazer-se respeitada, tendo finalidade objetiva. Tem que fazer-se participante da vida de todos os cidadãos, não se apegando apenas e simplesmente a momentos de congraçamento entre irmãos da mesma loja ou potência, em recintos fechados. Cabe fazer maçonaria também fora dos templos, os maçons indo ao encontro dos problemas que afligem o País e a sua gente, deixando-se para trás as questiúnculas, para a dedicação ao trabalho que deve ser feito em benefício de todos! A Maçonaria Independente brasileira completa hoje 25 anos de existência, tempo suficiente para que seus organismos se considerem maduros para assumir um papel relevante perante a sociedade. O povo brasileiro sofre angustiado, amargurando, a falta de compostura dos próprios dirigentes da nação, que frequentemente estão envolvidas em falcatrua, corrupção e mesmo falta de amor próprio e respeito ao povo e à Pátria. Assistimos a tudo indiferentes, como se não tivéssemos observando nada. Calamos. E isso não é do Maçom! Vemos nossos irmãos nordestinos morrendo de fome, comendo palma no sertão e não chegamos perto deles, pelo menos para ajudá-los a encontrar saídas para seu infortúnio, já que os que por dever de representação não o fazem. A corrupção campeia em todas as áreas da administração pública e não fazemos absolutamente nada para combater esse mal que assola a nossa Pátria, degenerando para o absurdo dos absurdos. - Não seria o momento de prepararmos homens que sejam capazes de interferir nesses desmandos? O que devemos fazer? Somente poderemos saber se nos juntarmos ao trabalho de fazer com a finalidade específica de reconquistar nosso espaço no mundo em que vivemos, aceitando o desafio de sermos verdadeiros guardiãs da sociedade. E somente poderemos reconquistar esse espaço demonstrando coragem e determinação, deixando as questões amenas e usando o avental de trabalho. Devemos ser eficientes na elaboração de métodos que sejam eficientes e úteis no combate ao crime organizado, à corrupção e todas as mazelas sociais. O que precisamos fazer agora é trabalhar na formação de homens realmente vocacionados ao serviço da Família brasileira, primando pela continuidade da atuação da Maçonaria. Os novos tempos exigem de cada um de nós o compromisso e a disposição natural de espírito, para maior desempenho da arte de construir “Templos à Virtude e cava masmorras aos vícios”. Exigem mais: que falemos pouco e ajamos mais! As Lojas do Grande Oriente Maçônico de Alagoas estarão de portas abertas para os que desejem ser Maçom e enfrentar a luta. Sonde-nos os vocacionados.